Agradecimento

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Jádson

Camisa 10 ou 8?

Desde a saída de Danilo para o Japão em 2007, que o São Paulo ficou órfão de um camisa 10. O meia Souza, o volante Hernanes e o atacante Adriano foram alguns que vestiram esta camisa depois de Danilo, mas nenhum deles era um camisa 10 de verdade.
 
Dentro de campo era nítida a falta deste jogador clássico. O São Paulo teve que mudar seu estilo de jogo, para se adequar a falta desta peça importante. A torcida passou a cobrar este jogador, e a diretoria se sentiu pressionada a ir atrás deste nome nesta janela de verão.
 
Jogador caro e raro no mercado futebolístico. Tão difícil de encontrar, que a diretoria fez a torcida engolir goela abaixo um camisa 10. Jádson foi contratado pelo São Paulo por quatro milhões de euros, além de uma parte dos direitos econômicos do volante Wellington. No dia de sua apresentação, ele recebeu a camisa 10 do ídolo Raí.
 
Camisa 10? Na verdade um camisa 8. Jádson não é um camisa 10. Como vocês podem perceber na foto abaixo, ele era camisa 8 no Atlético Paranaense e no Shakhtar Donetsk.


Durante toda a sua carreira, Jádson foi um jogador rápido, técnico e habilidoso. Ele está tentando adaptar o seu futebol para ser um camisa 10. Mas isso fere as suas maiores qualidades.
 
Eu aprovei a contratação de Jádson e continuo aprovando. Mas tenho certeza que o seu futebol irá crescer quando jogar ao lado de um jogador que o ajude a armar as jogadas. Este jogador pode ser o Marcelo Cañete. Tenho muita fé que seja. Com estes dois jogando juntos, o futebol dos dois irá aparecer, e quem ganha somos nós torcedores e claro o São Paulo.


VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

#FORAJUVENAL

Um grande abraço.

Texto extraído da minha coluna na SPNet (www.saopaulofc.com.br).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube - Parte final

Campeonato Paulista de 1990
O Campeonato Paulista de 1990, teve a participação de 24 clubes, e foi dividido em três fases:

Primeira Fase: Os 24 clubes jogariam entre si, em turno único. Os doze melhores classificados passariam à segunda fase. Os demais clubes disputariam a repescagem.








Repescagem: Os doze clubes eliminados da primeira fase seriam divididos em dois grupos e jogariam em turno e returno. Apenas os campeões de cada grupo disputariam a segunda fase, enquanto os demais clubes estariam fora da disputa do título, e jogariam em um grupo separado dos catorze melhores colocados no campeonato do ano seguinte.
 



Campeonato Paulista de 1991

O Campeonato Paulista de 1991 foi dividido nos grupos verde e amarelo. O Grupo Verde foi composto das equipes melhores classificadas no Campeonato Paulista de 1990 e o Grupo Amarelo, pelas equipes piores classificadas naquele torneio, incluindo Sãocarlense, Marília, Olímpia e Rio Branco, que subiram da segunda divisão de 1990.

Grupo Verde: América, Botafogo, Bragantino, Corinthians, Ferroviária, Guarani, Ituano, Mogi Mirim, Novorizontino, Palmeiras, Portuguesa, Santos, XV de Piracicaba e XV de Jaú.

Grupo Amarelo: Catanduvense, Internacional, Juventus, Marília, Noroeste, Olímpia, Ponte Preta, Rio Branco, Santo André, São Bento, São José, São Paulo, Sãocarlense e União São João.

Os cinco melhores do Grupo Verde e os três melhores do Grupo Amarelo disputariam a segunda fase. Os oito clubes seriam divididos em dois grupos, onde o campeão de cada grupo faria a grande final.

Na final a equipe do São Paulo acabou se sagrando campeã batendo a equipe do Corinthians por 3x0.

VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

#FORAJUVENAL

Um grande abraço.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube - Parte 4


A construção do Morumbi

Desde o início dos anos 50, o São Paulo havia decidido dar um novo passo em sua história. Não se sabe exatamente de quem foi a idéia da construção do estádio. O certo é que o sonho começou a se tornar realidade na gestão do presidente Cícero Pompeu de Toledo, que encarregou Laudo Natel, um jovem executivo do Bradesco, de levar adiante a empreitada.

Em meados de 1951, o São Paulo conseguiu aval para um empréstimo de Cr$ 5.000.000,00 junto à Caixa Econômica Estadual para auxiliar na construção de seu sonho. O empréstimo, aliás, somente foi possível após grande reivindicação da diretoria, pois Corinthians e Palmeiras já haviam requisitado e obtido antes.

Em 4 de agosto de 1952, o São Paulo conseguiu um terreno junto à Imobiliária e Construtora Aricanduva, no bairro Jardim Leonor, na região do Morumbi, uma região até então totalmente desabitada. O clube comprou 29.584m² por Cr$ 8.875.200,00 pagos em suaves parcelas e obteve da loteadora a doação de mais 25.000m². Posteriormente, por meio de acordos com a prefeitura e com a própria Aricanduva, outros 99.873m² foram acrescentados, totalizando uma área de 154.520m². 

O passo seguinte foi estabelecer o primeiro plano de arrecadação de recursos. A Comissão Pró-Estádio definiu a venda de 3.000 futuras cadeiras cativas, com título válido por 20 anos. Contudo, a descrença da população mediante ao fato de se "construir um estádio no meio do mato", aliado à contra-campanha de torcedores rivais e setores da imprensa, forçou o Tricolor a vender 12 mil cadeiras, e torná-las patrimônio definitivo.

As obras se iniciaram para valer em julho de 1953, com o começo da terraplanagem. Até então, a fonte de recursos majoritária era o empréstimo de Cr$ 5.000.000,00 junto à Caixa Econômica Estadual.

Pouco depois, Amador Aguiar, dono do Banco Bradesco, intermediou em favor do São Paulo um contrato de direitos exclusivos para a venda de produtos dentro do futuro estádio com a Companhia Antárctica Paulista. A cervejaria concederia Cr$ 5.000.000,00 ao Tricolor por 10 anos de exploração comercial no Morumbi (com opção de prorrogação por mais cinco).

Com fundo em caixa, o São Paulo garantia os primeiros estágios de seu grande projeto. Em dezembro de 1953, a terraplanagem foi finalizada, ao custo total de Cr$ 3.270.396,00. Em 1954, o estaqueamento e a construção das fundações do estádio.

Ao mesmo tempo foi assinado um contrato de construção de uma galeria de águas pluviais, no valor de Cr$ 2.410.279,00, para canalizar o córrego Antonico, que ainda hoje corta os subterrâneos do Morumbi. Além desses serviços, outros foram solicitados com o decorrer das obras. O clube gastou Cr$ 11.180,90 em madeira e tábuas, Cr$ 1.040.643,00 em ferro, Cr$ 15.200,00 em cimento e Cr$ 9.904,00 em pregos e arames.

Para custear a aquisição destes materiais o São Paulo promoveu campanhas de vendas de souvenires e de doação de cimento. A exploração de propaganda no canteiro de obras foi outra medida utilizada.

O São Paulo então reformulou sua atuação na venda de cadeiras cativas. Repassou a direção da promoção à Rádio Bandeirantes, aumentando consideravelmente as vendas.

Em sua campanha, as cativas eram vendidas, em média, a Cr$ 20.000,00 cada. Até a sua inauguração, em 1970, o São Paulo havia vendido 12.000 cadeiras, representando uma receita aproximada de Cr$ 240.000.000,00, desconsiderando correções monetárias e a inflação. Somente o ídolo Poy, verdadeiro garoto propaganda, vendera pessoalmente 8 mil dessas cadeiras.

Antes das obras realmente pesadas, de elevação das arquibancadas, as últimas construções de base foram realizadas. Em abril de 1955, o sistema de drenagem foi entregue, ao preço de Cr$ 4.382.437,00. No decorrer do ano ainda foram construídos os túneis, o fosso, a rede de irrigação e a da arquibancada térrea, tudo ao custo de Cr$ 6.010.400,00.

Entre 1956 e 1957 começou, verdadeiramente, a construção do maior estádio particular do mundo. As fundações foram concluídas em setembro de 1957, por Cr$ 20.000.000,00. Seis vãos de gigantes (espaços entre as colunas de sustentação) foram terminados em seus três níveis e outros 19 vãos ao redor, até as cativas, em fevereiro de 1957.

Até agosto de 1958 todos os níveis foram levantados, mas, somente em março de 1960, finalizados, com o acréscimo de outros cinco vãos. Tudo ao custo de Cr$ 78.681.571,60. Com essa configuração, o Morumbi teria sua inauguração parcial.

Até lá, contudo, faltavam outros detalhes: a pista de atletismo foi inaugurada em 9 de abril. As rampas de acesso provisórias e pisos do pavimento térreo foram entregues em 20 de julho, por módicos Cr$ 7.000.000,00. Já os bancos das numeradas e cativas foram instalados por Cr$ 10.600.000,00. Para pregá-los, Laudo Natel teve que virar garoto propaganda de uma indústria de parafusos e assim conseguir 400 mil unidades de graça.

Por fim, o muro de entorno, necessário para separar a torcida do canteiro de obras, saiu por Cr$ 4.000.000,00.

Longe de estar finalizado, a Comissão Pró-Estádio achou por bem inaugurar o estádio, mesmo incompleto, pois passaria a obter mais recursos provindos de bilheteria e também de ações publicitárias e promocionais, pelo destaque do Morumbi na imprensa. Além de, claro, saciar a vontade do são-paulino em ver e ocupar sua própria casa.

Com tudo preparado, marcou-se a data de inauguração: 2 de outubro de 1960. O convidado para repartir a honra desta festividade foi o Sporting de Lisboa. O primeiro gol do novo estádio foi marcado por Peixinho, aos 12 minutos da etapa inicial. O São Paulo venceu o Sporting por 1x0.

Em 1961, a linha de ônibus Largo de Pinheiros-Morumbi foi inaugurada em 21 de setembro. Neste ano o São Paulo ainda desembolsaria Cr$ 46.152.000,00 com a construção de duas torres de concreto e instalação de cabines e outras instalações elétricas. Iluminação, contudo, só veio, e de modo provisório, em 1968. Por fim, construiu mais 6 vãos de arquibancada, ao valor de Cr$ 114.736.436,00.

Com o Morumbi a meio caminho andado, a diretoria volta sua atenção para o patrimônio social. Em 26 de outubro, o Conselho Deliberativo institui o Título Patrimonial do SPFC, ao custo de Cr$ 100.000,00 a adesão. Logo de cara, 7.500 foram vendidos.

O título financiou a construção do parque aquático, dos vestiários, das instalações hidráulicas, elétricas, de manutenção e de tratamento de águas, orçada em Cr$ 55.126.486,00. Quadras e outros empreendimentos arredondaram a conta para cerca de 100 milhões. O Complexo Social foi inaugurado em 30 de setembro de 1962.

O período que se seguiu foi de grande estagnação. Os recursos financeiros líquidos em breve seriam consumidos. Os valores obtidos pelos títulos patrimoniais e cadeiras cativas eram significativos, mas cumulativos somente em longo prazo.

Sem o suficiente em caixa, o Morumbi nada avançou de 1961 a 1968.

Justamente neste período, o presidente do São Paulo, Laudo Natel, iniciou sua carreira política. Eleito Vice-Governador do Estado, por chapa independente, em 1962, assumiu o cargo majoritário por oito meses, entre 1966 e 1967. Após cumprir seu mandato, não voltaria a desempenhar função pública até 1971, após a conclusão do Morumbi.

Ou seja, sem qualquer ajuda governamental, o Morumbi só voltou a crescer, e a passos largos, em 1968, com o advento do fantástico Carnê Paulistão. Na TV Excelsior, nos intervalos das novelas, sorteava-se prêmios para aqueles que estivessem em dias com as suas mensalidades.

Com tiragem inicial de 100.000 unidades, o carnê fez tanto sucesso que ganhou outras seis séries, totalizando 700.000 carnês, vendidos a Cr$ 5,00 (cada qual com 12 prestações no mesmo valor). Outros clubes, posteriormente, adotaram a mesma prática, inclusive pressionando o São Paulo a romper sua patente. Os carnês concorrentes não vingaram, e o Tricolor, então, se comprometeu a repassar-lhes uma quota de seus ganhos.

Com as finanças em dia, o que o São Paulo não pôde realizar em 8 anos, o fez em 2. Em 20 de dezembro de 1969 o estádio enfim era concluído.


* Na próxima semana, contarei a vocês sobre o polêmico rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Paulista.,


VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

#FORAJUVENAL

Um grande abraço.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O novo técnico do São Paulo



Primeiramente gostaria de pedir desculpas a aqueles que junto comigo estão acompanhando semana a semana “A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube”. Esta semana fiquei de contar a vocês sobre a construção do Morumbi, mas devido à demissão do técnico Émerson Leão, achei mais adequado escrever uma coluna sobre o assunto e sobre o meu nome favorito a vaga. Semana que vem retornamos normalmente com as histórias.

Não acho que a demissão de Émerson Leão resolva todos nossos problemas. Os jogadores tem parcela de culpa, Leão tinha a sua, mas sabemos que o principal culpado se chama Juvenal Juvêncio. Dênis não passa segurança nenhuma, a zaga é uma peneira, falta ligação do meio para o ataque e um parceiro para Luís Fabiano. A falta de padrão tático era nítida. Insistir em Paulo Miranda chega a beirar o ridículo. Depender todo jogo de Maicon e Fernandinho pra virar um placar é brincadeira de mau gosto. Os erros do Juvenal, não vou nem citar para não esticar muito a coluna.

Agora que Leão já foi demitido mesmo, é preciso um novo nome. E o meu favorito é Dunga. Admito que quando foi nomeado como técnico da Seleção Brasileira eu não acreditei em seu trabalho. Mas queimei minha língua. Aliás, todos queimamos. Ou alguém acreditava que ele faria um bom trabalho?

Dunga é um técnico disciplinador, de pulso forte. Peitou a Rede Globo, motivo pelo qual acabou queimado pela poderosa emissora após a Copa do Mundo. O que me chamava atenção em seu trabalho era o amor que ele fazia os jogadores sentirem pela camisa amarela. Diversos jogadores brigaram com seus clubes para vestirem essa camisa. Dos titulares aos reservas, todos corriam num só objetivo. Todos tinham a sua importância no grupo. Ninguém reclamava por não jogar, e as comemorações eram feitas todas em conjunto. Não tem um jogador daquela Copa que não elogie o trabalho de Dunga.

Durante sua passagem pela Seleção, venceu a Argentina 3 vezes (3x0, 3x0 e 3x1), Portugal (6x2), Itália 2 vezes (2x0 e 3x0), Inglaterra (1x0) e Uruguai 2 vezes (2x1 e 4x0), só para citar alguns de seus ótimos resultados. Foi campeão da Copa América, da Copa das Confederações e passou em primeiro lugar nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. De fato perdeu o principal torneio que era a Copa do Mundo, mas a meu ver por falhas individuais de Felipe Mello e Júlio César. Não concordei com muitos nomes de suas convocações, assim como não concordava com os do Parreira e não concordo com os do Mano. Foram 69 jogos, 50 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. Aproveitamento de 78% dos pontos.

São por estas conquistas e por estes valores que eu peço. Venha para o São Paulo Dunga!

E para você qual o melhor nome?


VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!
  
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Um grande abraço.

Texto extraído da minha coluna na SPNet (www.saopaulofc.com.br).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube - Parte 3


Campeonato Paulista de 1942 – Palmeiras x São Paulo
Era 20 de setembro de 1942. Em campo, Palmeiras e São Paulo disputavam a final do Campeonato Paulista. A partida foi influenciada negativamente pela Segunda Guerra Mundial. O Brasil declarara guerra aos países do Eixo, e começou uma perseguição às colônias desses países aqui no Brasil. Pressionados pelo governo, o Palestra Itália, temendo ser fechado e perder seu patrimônio, teve que mudar de nome para “abrasileirar” o clube, justo no jogo final, para Palmeiras.

O jogo foi disputado sob tensão. Durante o jogo os torcedores do São Paulo passaram a reclamar da atuação do árbitro Jayme Rodrigues Janeiro. Ele permitiu que o jogo encaminha-se para a violência. O Palmeiras vencia por 2 a 1, quando o árbitro marcou um pênalti contra o São Paulo e ainda expulsou o infrator, Virgílio. Os tricolores reclamaram e o capitão Luizinho – que já tinha passado pelo Palestra – chamou os diretores e disse que a partida estava “armada”. O time então decidiu não jogar mais. Ficou no campo até o juiz dar a partida por encerrada depois de constatar que o São Paulo não iria mais jogar. No final, vitória do Palmeiras por 3 a 1. Com a derrota, o São Paulo terminou em 3°, atrás do Corinthians.

Canindé
O Deutsch Sportive, clube da colônia alemã em São Paulo, possuía um imóvel no bairro do Canindé, onde praticava os mais variados esportes. Mas, com a declaração de guerra do governo brasileiro aos países do Eixo, resolveu vender seu imóvel temendo perdê-lo confiscado. O São Paulo, que resolvera o seu problema com estádio para jogos, adotando ao Estádio do Pacaembu, ainda não tinha um local para treinamento. Comprou então o Canindé em 29 de janeiro de 1944, por 740 contos de Réis. Ainda, pelo acordo deveria permitir que os membros do clube vendedor continuassem usando as instalações. Mais tarde, seus sócios aderiram ao São Paulo.

Em 1956, a Portuguesa adquiriu o imóvel no bairro do Canindé, do seu proprietário, Wadih Sadi. Este, conselheiro do próprio São Paulo e empresário do ramo de venda de carros, que comprara o imóvel do próprio clube um ano antes por 12 milhões de cruzeiros.

* Na próxima semana, contarei a vocês sobre a construção do Morumbi.


VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

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Texto extraído da minha coluna na SPNet (www.saopaulofc.com.br).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube - Parte 2



Na semana passada, contei para vocês sobre o email que recebi, no qual dizia algumas inverdades sobre a história do São Paulo. Inconformado, e em tom de resposta resolvi contar a vocês a verdadeira história do São Paulo Futebol Clube.

Na parte 1 conto sobre a fundação em  1930, a fusão com o Clube de Regatas Tietê e o ressurgimento do São Paulo Futebol Clube em 1935.
Hoje contarei a vocês sobre a incorporação com o C.A. Estudantes da Mooca e a suposta ajuda de Palestra e Corinthians para evitar uma falência do São Paulo.
Em 2 de junho de 1937, era fundado o Clube Atlético Estudantes Paulistas da Mooca, que era formado por ex-jogadores do São Paulo de 1930. Em 1938, agendada por um empresário, o C.A. Estudantes da Mooca fez uma excursão ao Chile e ao Peru. Na volta este mesmo empresário sumiu com todo o dinheiro, levando o clube quase à falência.
Em 3 de julho de 1938, aproveitando a paralisação dos campeonatos por causa da Copa do Mundo da França, o São Paulo organizou um "festival" de um dia, com a participação de Corinthians, Palestra e Portuguesa de Desportos. Os rivais dizem que o São Paulo organizou este festival, para pagar dívidas e evitar uma falência. A verdade é que os anúncios colocados nos jornais da época informavam que a entrada seria gratuita e que, quem quisesse poderia contribuir com a quantia que bem desejasse. O dinheiro arrecadado seria repassado aos jogadores do Estudantes da Mooca, que enfrentavam dificuldades financeiras.
O São Paulo, que já havia cedido todo seu patrimônio físico ao Clube de Regatas Tietê, e passara a jogar no estádio da equipe de Mooca, fundiu-se com o clube da Mooca em 12 de setembro de 1938. Com a fusão, o Estádio Antônio Alonso, também conhecido como Antarctica Paulista, foi herdado pelo São Paulo, em regime de direitos de uso. O São Paulo mandou seus jogos neste estádio até a inauguração do Pacaembu em 1940.

* Na próxima semana, contarei a vocês sobre a final do Paulistão de 1942 contra o Palmeiras, onde o São Paulo supostamente teria abandonado o campo e a compra e posteriormente venda do Canindé para a Portuguesa de Desportos.

VAI LÁ, VAI LÁ, VAI LÁ! VAI LÁ DE CORAÇÃO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SÃO PAULO! VAMOS SER CAMPEÃO!

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Texto extraído da minha coluna na SPNet (www.saopaulofc.com.br).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A verdadeira história do São Paulo Futebol Clube - Parte 1


Nesta semana, recebi um email, no qual dizia algumas inverdades sobre a história do São Paulo. Inconformado, e em tom de resposta resolvi contar a vocês a verdadeira história do São Futebol Clube.
No começo dos anos 30, o futebol paulista e brasileiro estavam em crise. De um lado, quem defendia o profissionalismo, e do outro os defensores do amadorismo. Em São Paulo, brigavam a LAF (amadorista) e a APEA (profissionalista). Com a vitória do profissionalismo, o Club Athlético Paulistano resolveu extinguir seu departamento de futebol. Então, ex-sócios, dirigentes e jogadores decidiram unir o grande time do Paulistano com a estrutura do time da Associação Athlética das Palmeiras. No dia 26 de janeiro de 1930, a ata de sua fundação era assinada. Pelo fato de o estatuto não ter sido finalizado a tempo, a fundação não pôde ter sido concluída no dia 25 de janeiro, dia e mês em que a cidade de São Paulo foi fundada. Surgia então o São Paulo Futebol Clube. Conservando as tradições do passado, o uniforme do novo clube estamparia as faixas vermelhas (Paulistano) e pretas (AA das Palmeiras). O São Paulo ainda herdaria o campo pertencente à AA das Palmeiras, a chamada "Chácara da Floresta", razão pela qual passou a ser conhecido em seus primeiros anos como "São Paulo da Floresta". 
Alguns anos depois, por 190 contos de réis, o São Paulo comprava uma nova sede localizada na Rua Conselheiro Crispiniano, um pequeno palácio conhecido como "Trocadero". Porém, com a crise decorrente da profissionalização do esporte e do racha entre as ligas, além de problemas internos acarretados pela filiação à Confederação Brasileira de Desportos, alguns dirigentes do clube, que andavam descontentes com os rumos do futebol no país, resolveram fundir-se com o Clube de Regatas Tietê e acabar com o departamento de futebol. Outro grupo, favorável a continuidade do clube, foram à justiça e impugnaram o direito de a diretoria fundir o clube com o Tietê sem que a opinião dos sócios fosse ouvida.

Os sócios obtiveram ganho de causa mesmo após a defesa da diretoria do clube. A diretoria não teve outra saída senão convocar uma assembléia geral. Porém o artigo 2º do estatuto do clube à época dizia que somente os "sócios fundadores", considerados "proprietários" do clube, poderiam compor a assembléia. Como a maioria deles era ligado à diretoria, a fusão foi aprovada. Com isso, o departamento de futebol foi oficialmente extinto e desfiliado da APEA. Com a fusão, a parte administrativa foi fundida ao Clube de Regatas Tietê, que incorporou todos os patrimônios físicos e não poderia usar as cores, uniformes e símbolos do São Paulo. Surgia assim o Tietê São Paulo.
Após a fusão, alguns associados não concordaram com essa extinção e decidiram fundar o Clube Atlético São Paulo que, não conseguiu o apoio de todos os associados. Até que, no dia 16 de dezembro de 1935 ressurgiria depois de tantos empecilhos e ressurreições o São Paulo Futebol Clube, destinado a preservar as glórias do antigo São Paulo, do bairro da Floresta.


* Na próxima semana, contarei a vocês sobre a incorporação com o C.A. Estudantes da Mooca, a suposta ajuda de Palestra e Corinthians para evitar uma falência do São Paulo e a suposta bandeira esticada pelo presidente do São Paulo no meio das torcidas adversárias.


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